martes, 18 de agosto de 2009
Este poema era meu. Agora não é mais.4
versão para carlos
eu sou o acrobata do banco de trás
e você não me vê, queria enfumaçar os
vidros com a boca e distender o cinto
apertado às mãos, por equívoco,
como se assim pudesse dizer
das coisas trocadas sem explicação
à véspera do fim, naquele último espetáculo,
enquanto você permanecia, mesmo calada,
como eu, sem saber se iria chegar a algum lugar,
lembro das bocas do fogão sem funcionar e da inutilidade
dos fósforos já riscados, não, não faríamos mais o uso dos discretos
remédios homeopáticos, trocaríamos apenas as caixas,
disfarçando qualquer instinto de intencionalidade.
gostaria de poder me aproximar do vidro, para que você
me visse, eu sou o acrobata do banco de trás, mas não,
você não me vê mais, sem ar, desaparecendo,
sufocando por dentro, você continua sem saber,
na espera na fila do caixa, nenhum mistério além do
abismo, repetiria comigo, o abismo
(Érica Zíngano)
Érica Zíngano (http://projetoeu09.blogspot.com) nasceu em Fortaleza, mas já vive a um tempo em São Paulo. Desenvolve alguns trabalhos entre a escrita e as artes visuais, mas esse lugar de precisão já não importa mais. Érica ganhou um dos poemas presentes no “manual de acrobacias n.1”. Agora ela me envia sua versão. Sinceramente, não sei onde isso tudo pode parar. Mas, no momento, isso não importa.
Enlace: http://memoriaeprojeto.wordpress.com/2009/08/17/este-poema-era-meu-agora-nao-e-mais-4/
eu sou o acrobata do banco de trás
e você não me vê, queria enfumaçar os
vidros com a boca e distender o cinto
apertado às mãos, por equívoco,
como se assim pudesse dizer
das coisas trocadas sem explicação
à véspera do fim, naquele último espetáculo,
enquanto você permanecia, mesmo calada,
como eu, sem saber se iria chegar a algum lugar,
lembro das bocas do fogão sem funcionar e da inutilidade
dos fósforos já riscados, não, não faríamos mais o uso dos discretos
remédios homeopáticos, trocaríamos apenas as caixas,
disfarçando qualquer instinto de intencionalidade.
gostaria de poder me aproximar do vidro, para que você
me visse, eu sou o acrobata do banco de trás, mas não,
você não me vê mais, sem ar, desaparecendo,
sufocando por dentro, você continua sem saber,
na espera na fila do caixa, nenhum mistério além do
abismo, repetiria comigo, o abismo
(Érica Zíngano)
Érica Zíngano (http://projetoeu09.blogspot.com) nasceu em Fortaleza, mas já vive a um tempo em São Paulo. Desenvolve alguns trabalhos entre a escrita e as artes visuais, mas esse lugar de precisão já não importa mais. Érica ganhou um dos poemas presentes no “manual de acrobacias n.1”. Agora ela me envia sua versão. Sinceramente, não sei onde isso tudo pode parar. Mas, no momento, isso não importa.
Enlace: http://memoriaeprojeto.wordpress.com/2009/08/17/este-poema-era-meu-agora-nao-e-mais-4/
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