lunes, 31 de agosto de 2009

Cândido Rolim - eu sou o acrobata do banco – e záz!

eu sou o acrobata do banco – e záz!
8< - – - – - – - - hiberno agora num denso propósito de não retornar à posição anterior – qual? aquela todas nenhuma hóspede aos poucos da linha invisível atendo aqui acolá ao aceno para que permaneça no rumo-resposta do enigma. meu itinerário não foi tão pacífico: explodimos todos (você diz) e parece não há mais geografia alguma sede e afinco no nome que me dou – mas é só esse o fio que retomo para atender. eu sou o acrobata – lembre-se por um momento pareço rejeitar as dimensões do afeto a visão que me lanças daí meu corpo às vezes avança para o centro quando atravesso teu pasmo e assomo veloz no espelho dessa paisagem resumida – por quem por onde eu não retorno nunca – eu ainda não nasci completamente para esse ab surdo móvel mundo


(Cândido Rolim)


Cândido Rolim (
http://signagem.blogspot.com) é um dos melhores poetas produzindo hoje, por aqui, nessa cidade com nome de forte. Fez uma dobra a partir da acrobacia. Criou outra coisa. Uma coisa que, em si, é forte, densa, como seus poemas. Este poema é só dele. De ninguém mais. E eu “não controlo mais nada”.

Fuente: http://memoriaeprojeto.wordpress.com/